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Uso de medicamentos entre idosos acende alerta

Foto: Unsplash

Sábado passado foi o Dia Mundial de Combate à Dor e um dado chama a atenção: cerca de 40% dos adultos brasileiros convivem com dor crônica, segundo nota técnica do Ministério da Saúde de 2024. Entre pessoas com 50 anos ou mais, 36,9% relataram dor recorrente, de acordo com estudo do ELSI-Brasil publicado em 2023.

A dor recorrente é um dos motivos que levam idosos a usar medicamentos por conta própria. Analgésicos e anti-inflamatórios reduzem o desconforto por um tempo, mas o uso frequente sem acompanhamento médico pode mascarar a evolução dos sintomas e adiar a investigação da causa da dor.

Em pessoas idosas, a situação exige atenção porque é comum o uso simultâneo de diferentes medicamentos para outras condições de saúde, o que torna necessária a avaliação médica antes da inclusão ou do uso prolongado de determinados remédios.

Artrose, artrite, alterações na coluna, fibromialgia e problemas musculares ou ósseos estão entre as condições que podem provocar quadros persistentes. Por isso, a frequência, a intensidade, a duração e a forma como a dor interfere na rotina são informações importantes para a avaliação.

Desde 1996, a dor é reconhecida como o quinto sinal vital, ao lado da temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória. A avaliação permite acompanhar a evolução do quadro e identificar quando um sintoma que antes era ocasional passa a fazer parte da rotina.


Segundo o médico especialista Dr. Leandro Miranda, um dos erros mais comuns no tratamento da dor crônica é esperar que um único procedimento ou medicamento resolva o problema. O acompanhamento deve considerar a evolução do quadro e os diferentes fatores que podem influenciar a dor, como sono, alimentação, atividade física e outras condições de saúde.


Medicamentos podem fazer parte do tratamento quando há indicação médica, mas não devem substituir a investigação da causa da dor nem o acompanhamento do paciente. Para o médico, a frequência da dor e a interferência dela na rotina são sinais de que o paciente deve procurar avaliação.

Dr. Leandro desenvolveu o Ever Living, método de diagnóstico e tratamento dividido em quatro fases: restauração, sustentação, lapidação e manutenção. O Ever Living é uma união da medicina regenerativa com a integrativa.


“A primeira etapa é voltada ao controle da dor e pode envolver recursos como ondas focais, laser de alta potência e bloqueios, de acordo com a avaliação médica. A partir da evolução do quadro, o acompanhamento passa a considerar outros fatores relacionados à condição de cada paciente”, resume o médico.

Em um caso de artrose, por exemplo, o tratamento pode envolver redução de peso, ganho de massa muscular e fortalecimento físico. Outras estratégias podem ser avaliadas conforme as características e necessidades identificadas durante o acompanhamento. A dor não é natural do envelhecimento. Quando se torna frequente, é importante investigar o que está provocando o sintoma.


A avaliação médica permite identificar características da dor, investigar possíveis condições associadas e definir uma estratégia de tratamento de acordo com cada caso. O objetivo não é apenas reduzir a intensidade da dor, mas preservar ou recuperar a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida do paciente.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

Fonte: Jornal Estado de Minas