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5 grupos de alimentos que você deve evitar após os 60 anos

Especialistas explicam quais alimentos que idosos devem evitar após os 60 anos para manter a saúde. Foto ilustrativa: Freepik.

Com o passar dos anos, o corpo muda, e a alimentação precisa acompanhar esse processo. Após os 60 anos, o organismo se torna mais suscetível a doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto, o que exige mais cuidado com o que vai ao prato.

Segundo a nutricionista Rafaela Gadens, em entrevista à Banda B, o ideal não é adotar dietas restritivas, mas sim buscar equilíbrio.

“A alimentação deve ser variada e equilibrada, evitando radicalismos. Porém, nessa fase, alguns alimentos precisam de mais controle”explica a profissional.

A especialista explica que, nessa fase da vida, o controle alimentar se torna ainda mais importante. “Após os 60 anos, o organismo passa por mudanças naturais que podem favorecer o surgimento de comorbidades, por isso é fundamental ter mais atenção com determinados alimentos”, completa.

A seguir, a nutricionista indica cinco grupos de alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação por idosos — e o que colocar no lugar para manter a saúde em dia.

Alimentos ricos em sódio aumentam o risco de pressão alta

O consumo exagerado de sal está diretamente ligado ao aumento da pressão arterial, problema comum na terceira idade.

Entre os principais vilões estão embutidos (presunto, salsicha, linguiça), macarrão instantâneo, alimentos enlatados e temperos industrializados.

O que consumir no lugar:
Prefira temperos naturais, como alho, cebola, ervas frescas e especiarias.

Açúcar em excesso pode favorecer o diabetes

Doces e bebidas açucaradas podem causar picos de glicose no sangue, aumentando o risco de diabetes tipo 2 — condição comum após os 60 anos.

Refrigerantes, bolos, biscoitos recheados, chocolates e balas entram na lista de consumo moderado.

“O excesso de açúcar pode desregular os níveis de glicose no sangue e favorecer o desenvolvimento do diabetes”explica Gadens.

O que consumir no lugar:
Frutas frescas são as melhores aliadas, pois ajudam a saciar a vontade por doce e ainda fornecem fibras e vitaminas importantes.

Gorduras ruins elevam o colesterol e devem ser evitados por idosos

Gorduras saturadas e trans estão associadas ao aumento do colesterol e ao risco de doenças cardiovasculares.

Frituras, fast food, margarina e carnes gordurosas são exemplos que devem ser evitados com frequência.

O que consumir no lugar:
Invista em gorduras boas, como azeite de oliva, abacate, castanhas e peixes ricos em ômega-3.

Ultraprocessados escondem riscos à saúde

Alimentos ultraprocessados costumam reunir altas quantidades de sódio, açúcar, gorduras e aditivos químicos — uma combinação prejudicial, principalmente para idosos.

Salgadinhos de pacote, refeições congeladas prontas e snacks industrializados devem ser consumidos com cautela.

O que consumir no lugar:
Dê preferência a alimentos naturais ou minimamente processados. “Uma alimentação baseada em comida de verdade deve ser a base do dia a dia”, reforça.

Álcool em excesso pode causar complicações

O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode interferir na ação de medicamentos, sobrecarregar o fígado e até aumentar o risco de quedas.

Na terceira idade, esses efeitos tendem a ser ainda mais intensos.

O que consumir no lugar:
Água, sucos naturais e chás são opções mais seguras. A hidratação adequada também é essencial para o bom funcionamento do organismo.

Alimentação equilibrada é a chave para envelhecer com saúde

Mais do que evitar certos alimentos, o segredo está em priorizar qualidade nutricional. Uma dieta baseada em alimentos in natura ou minimamente processados deve ser a base do dia a dia.

“Frutas, vegetais, carnes magras, grãos e leguminosas são essenciais para garantir os nutrientes necessários”afirma a nutricionista.

Outro ponto de atenção é o consumo de cálcio, fundamental para a saúde óssea. “A ingestão adequada desse nutriente ajuda na manutenção dos ossos, que tendem a ficar mais frágeis com o envelhecimento”, explica.

Manter uma alimentação equilibrada, aliada a hábitos saudáveis, pode fazer toda a diferença na qualidade de vida após os 60 anos.