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Gripe avança fora de época e eleva casos graves em MT

Reprodução

O avanço antecipado da influenza A no Brasil já impacta diretamente Mato Grosso, que aparece entre os estados com aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz. O crescimento ocorre antes mesmo do período tradicional de maior circulação do vírus, que costuma se intensificar no outono e inverno.

Dados referentes à Semana Epidemiológica 10, entre 08 e 14 de março, mostram que o Estado integra a lista de unidades da federação em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG nas últimas semanas. O cenário acompanha uma tendência nacional de alta, com crescimento tanto no curto quanto no longo prazo.

Em Cuiabá, Capital mato-grossense, o sinal também é de aumento sustentado dos casos graves, o que acende alerta para a rede de saúde pública e privada, especialmente diante da proximidade da sazonalidade mais intensa das doenças respiratórias.

A influenza A tem sido a principal responsável pelos quadros mais graves entre jovens, adultos e idosos. Já entre crianças e adolescentes, o rinovírus lidera as infecções, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) segue impactando principalmente bebês e crianças menores de dois anos — grupo que também apresenta crescimento de hospitalizações em Mato Grosso.

No acumulado de 2026, o país já registrou 20.311 casos de SRAG. Desses, 37% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, sendo a influenza A responsável por 21,8% dos diagnósticos. Nas últimas semanas, no entanto, a participação do vírus aumentou, indicando aceleração da circulação antes do esperado.

Entre os óbitos, a influenza A já aparece como uma das principais causas, dividindo protagonismo com a Covid-19. Nas quatro semanas mais recentes, ambos os vírus responderam por 30,8% das mortes por SRAG com diagnóstico confirmado.

Diante do cenário, o Ministério da Saúde inicia no próximo dia 28 a campanha nacional de vacinação contra a influenza nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste. A estratégia busca conter o avanço do vírus antes do pico da sazonalidade.

A vacinação será direcionada a grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades — públicos mais vulneráveis às formas graves da doença.

Fonte: VGN