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Sarcopenia: como prevenir e tratar a perda muscular

Crédito:Freepik

A sarcopenia é uma condição marcada pela perda progressiva de massa e força muscular, representando um dos maiores desafios do envelhecimento. Embora seja mais comum após os 60 anos, muitos casos passam despercebidos até que o idoso apresenta limitações de mobilidade, quedas recorrentes ou perda de autonomia.

Por ser silenciosa e multifatorial, a sarcopenia exige atenção constante de familiares, cuidadores e profissionais de saúde. Com o aumento da expectativa de vida, estratégias de prevenção e acompanhamento tornaram-se essenciais para garantir qualidade de vida na terceira idade.

No Brasil, o tema ganha atenção em paralelo ao surgimento de modelos de cuidado domiciliar, com agências especializada em assistência de baixa complexidade com foco em segurança, personalização e suporte humanizado.

Cuidado cotidiano é fundamental

Para Júlia Godoy, especialista em Geriatria e Gerontologia e fundadora da Vivenza Care, o acompanhamento diário é um dos pilares no manejo da sarcopenia.

“A presença de um cuidador próximo do idoso ajuda a melhorar a gestão da condição. O acompanhamento contínuo evita que sintomas passem despercebidos e permite intervenções rápidas, desde ajustes na alimentação até correções na rotina de exercícios”, afirma.

Quais são as causas da sarcopenia?

A sarcopenia pode ter múltiplas origens, incluindo o Especialistas explicam causas, consequências e estratégias de cuidado para idosos com sarcopenianflamação sistêmica e o uso prolongado de alguns medicamentos.

Seus efeitos vão além da mobilidade, impactando também a saúde cardiovascular, o equilíbrio emocional e a independência funcional. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para prevenir agravamentos.

Tratamento e prevenção

Sarcopenia - idosos
Freepik

As estratégias mais eficazes incluem exercícios resistidos regulares, alimentação rica em proteínas de alta qualidade, hidratação adequada e exposição moderada ao sol para a síntese de vitamina D, nutriente diretamente ligado à força muscular.

No entanto, manter essa rotina nem sempre é simples. Muitos idosos enfrentam limitações físicas, medo de quedas ou falta de orientação. É nesse contexto que o cuidador desempenha papel central, auxiliando na execução das atividades e incentivando a adesão diária ao cuidado.

“Quando o idoso tem alguém que encoraja, supervisiona e organiza a rotina, o risco de agravamento da sarcopenia diminui significativamente”, destaca Júlia Godoy.

Adaptação do ambiente domiciliar

Além do acompanhamento, pequenas mudanças no lar são fundamentais para reduzir riscos e aumentar autonomia: retirar tapetes soltos, melhorar a iluminação, ajustar a altura de cadeiras e instalar barras de apoio.

O cuidador também observa sinais importantes, como fraqueza, cansaço excessivo, perda de peso ou dificuldade para se levantar de uma cadeira — indicadores clássicos do avanço da sarcopenia.

“O cuidado humano, aliado à adaptação do ambiente, faz diferença direta na saúde e na qualidade de vida do idoso”, reforça Júlia Godoy.

Fonte: Portal ABC do ABC