
O sonho de pendurar as chuteiras mantendo o orçamento sob controle esbarra na dependência quase total da Previdência Social no país. Dados do Raio X do Investidor, da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), mostram que 6 em cada 10 trabalhadores pretendem viver apenas do INSS na velhice.
O cenário nacional acende um alerta, principalmente em estados e regiões onde o alto custo de vida e de medicamentos pesa no bolso. Depender exclusivamente do valor do salário mínimo acaba exigindo cortes severos no padrão de vida das famílias.
A falta de reservas e o peso no orçamento familiar
A pesquisa aponta que o costume de montar uma reserva financeira paralela ainda é raro. Cerca de 84% dos entrevistados que estão no mercado de trabalho admitiram não ter começado a guardar dinheiro focado no longo prazo. Além disso, a modalidade de previdência privada atrai apenas 5% dos poupadores.
A ausência de uma retaguarda financeira atinge também os momentos de emergência. Três em cada dez brasileiros dizem não ter valor algum guardado para imprevistos de curto prazo. Entre os que possuem economias, o montante acumulado costuma cobrir no máximo seis meses de contas básicas, empurrando muitos aposentados para os empréstimos consignados.
Como estruturar uma renda complementar
Para fugir do aperto financeiro no futuro, analistas recomendam iniciar a diversificação de investimentos ainda durante a fase produtiva. A regra principal é não encarar o INSS como a única saída para os anos de descanso, mas sim como uma base fixa.
Aplicações acessíveis, como os títulos públicos do Tesouro Direto (a exemplo do Tesouro RendA+), fundos de renda fixa e fundos imobiliários, surgem como alternativas para criar um fluxo de rendimentos mensal e mitigar os efeitos da inflação na velhice.
Fonte: Correio24horas





