
A pressão alta é comum entre pessoas idosas e, sem controle, aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e problemas renais. Acompanhar a pressão e seguir o tratamento indicado são medidas para reduzir esses riscos.
Dados do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde, mostram que, em 2024, 60,2% dos entrevistados com 65 anos ou mais relataram ter recebido diagnóstico médico de hipertensão. Na faixa de 55 a 64 anos, o percentual foi de 48,2%.
Com o envelhecimento, as artérias tendem a perder elasticidade, o que pode contribuir para a elevação da pressão. A idade, porém, não é o único fator envolvido.
“A pressão alta é resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais”, afirma o cardiologista Elzo Mattar, diretor do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Segundo ele, histórico familiar, consumo excessivo de sal e álcool, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso podem favorecer a doença. Diabetes e problemas renais também estão entre as condições associadas à hipertensão.
Hábitos que ajudam no controle
O acompanhamento médico deve ser regular, com intervalos definidos conforme a situação de cada paciente. Nas consultas, o profissional pode avaliar a resposta ao tratamento e a necessidade de ajustar medicamentos ou solicitar exames.
A alimentação é outro ponto de atenção. Reduzir o sal e o consumo de produtos ultraprocessados, como embutidos e refeições prontas, ajuda a evitar o excesso de sódio.
Frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras podem fazer parte de uma rotina alimentar mais equilibrada. Mudanças na dieta devem considerar também outras condições de saúde da pessoa idosa.
Atividades físicas regulares, como caminhadas e hidroginástica, podem contribuir para o controle da pressão. Antes de começar uma nova prática, é importante conversar com um profissional de saúde sobre a intensidade adequada e possíveis limitações.
Evitar o cigarro e reduzir o consumo de álcool também fazem parte dos cuidados. Quando necessário, a equipe de saúde pode orientar estratégias para mudar esses hábitos.
Como acompanhar a pressão em casa
Medir a pressão fora do consultório pode ajudar o médico a identificar variações e avaliar o tratamento. As anotações devem incluir data, horário e resultado de cada medição.
Para obter medidas mais confiáveis, a orientação apresentada por Mattar é evitar café, álcool e cigarro nos 30 minutos anteriores. Ele também recomenda não fazer exercícios físicos na hora e meia que antecede a aferição e esvaziar a bexiga antes de medir.
Uma medida isolada não deve ser usada para mudar o tratamento por conta própria. Se os resultados estiverem repetidamente fora da faixa definida pelo médico, é preciso procurar orientação.
Quando há prescrição de remédios, tomá-los nos horários indicados é parte do controle da hipertensão. Alarmes podem ajudar quem tem dificuldade para manter a rotina.
“O paciente nunca deve interromper ou alterar a medicação por conta própria”, orienta o cardiologista. Dúvidas sobre efeitos indesejados ou sobre o uso dos remédios devem ser discutidas com a equipe responsável pelo acompanhamento.
Fonte: Brazilhealth





