Desde as eleições de 2018, as discussões políticas no Brasil se transformaram em uma espécie de novela mexicana sem fim. O país se dividiu em lados opostos, como torcidas organizadas de times de futebol só que pior: ninguém sabe direito o que cada lado defende de verdade, mas todo mundo bate no peito, grita e venera os líderes como se fossem deuses. O problema? Virou briga de torcida organizada, só que com políticos e pautas sociais, e quase ninguém lembra que o país está é pegando fogo nas costas desses debates infrutíferos.
A cena política e social se transformou em um verdadeiro espetáculo, no qual cada grupo defende suas ideias com fervor, como se o mundo fosse um grande palco de reality show. Há de tudo, inclusive os Sem Terra, que conhecem a enxada apenas por fotos em livros didáticos, mas são mestres em invadir prédios públicos e ocupar universidades, sem entender realmente o que significa reforma agrária.
É um grande paradoxo da modernidade: cada grupo busca garantir seus próprios direitos e benefícios, em um palco de reivindicações que ignora o coletivo. Vemos a ascensão de pautas identitárias que, embora defendam causas até legítimas, mas se fecham em numa máxima de “nós contra eles”, onde a luta por espaço e recursos se torna uma competição. Nesse cenário, o ativismo se desvia de um ideal de justiça universal para um mero lobby por privilégios, transformando a busca por equidade em uma disputa por vantagens, o que acaba por fragmentar a sociedade em vez de uni-la em torno de objetivos comuns. É natural defender suas próprias pautas, mas isso não deve significar impor ideias aos outros, e sim priorizar propostas que beneficiem o coletivo, cultivar princípios e buscar conhecimento para agir com segurança.
No meio disso, há os paladinos da moral, que se dizem defensores da Constituição, mas confundem liberdade com carteirada de opinião. Cada um olhando para o próprio umbigo, porque afinal de contas, solidariedade é coisa de manual de filosofia barata. Enquanto isso, no mundo real, o pãozinho da padaria vira artigo de luxo, a conta de luz parece parcela de carro e o povo vai ficando mais pobre.
Mas não tem problema, porque os corruptos seguem firmes no ofício, roubando com crachá de autoridade, e ainda recebendo aplausos de plateia fiel, que prefere brigar para decidir se o político da vez é o X ou o Y. Tudo regado a insultos, claro, porque raciocinar exige esforço, e é muito mais divertido seguir idolatrando quem ri da própria cara de seus seguidores.
E a economia? Quem se importa? O custo tá lá, os privilégios para os detentores de cargos públicos sendo ampliados, mas o povo segue defendendo ideais só no grito, focados em ganhar no debate do WhatsApp do que em garantir que o país funcione de verdade. E se você acha que isso acaba assim, tá sonhando: até piada virou motivo de briga! Já pensou? Virou crime ter senso de humor.
A pergunta que não quer calar: quanto tempo você já perdeu discutindo política com alguém que só quer ter razão e nem sabe explicar o porquê? Quantas amizades já foram jogadas no lixo por causa de um político de estimação, como se fosse santo de igreja? Spoiler: político é humano, e humano é falho, sempre.
No fundo, a gente se pergunta: será que vale mesmo trocar a paz da casa, o abraço dos amigos e o respeito da família por essa vaidade tola de provar que está certo? A vida é curta demais pra virar inimigo de quem a gente ama por causa de papo furado.
Aí entra o dilema que deveria ser básico: quer ser feliz ou quer ter razão?
Porque ter razão pode ser só ganhar uma discussão e perder tudo que importa. Ser feliz é abrir mão dos egos inflados pra manter a boa convivência, a paz e o afeto.
No trabalho, essa história não muda muito: nem sempre a gente encara o job/emprego dos sonhos, mas, olha só, o que importa é garantir o sustento, a dignidade financeira e, claro, a liberdade emocional pra não ficar esperando aprovação dos outros, nem dos políticos, que sempre desapontam.
Porque confiar em homem? Ah, Jeremias já avisava: “Maldito o homem que confia no homem e faz da carne o seu braço.” (Jeremias 17:5) Ou seja, pode até achar que o político X é o salvador da pátria, mas vá preparando o coração porque a decepção vem.
E o segredo da felicidade? Não tá em só ganhar debates ou seguir ideologias, nem tô dizendo pra virar santo. Tá em perdoar, construir, trabalhar e, principalmente, em colocar a confiança no que é certo de verdade, na fé, em DEUS, no que não decepciona.
Agora, pensa: Você quer mesmo passar sua vida discutindo até o sol raiar, ou prefere desligar a TV da briga de torcidas e ser feliz?
Fica a escolha: quer ser feliz ou quer ter razão?
