Enquanto o PT estiver no poder, não há possibilidade de transformarmos o País numa potência verde
A COP-30 é um fracasso anunciado. Um presidente populista que destila ódio contra o capitalismo é incapaz de compreender a importância do livre mercado para transformar o potencial ambiental do Brasil em alavanca do crescimento econômico sustentável e da geração de riqueza. Um governo que trata os países ricos como nações imperialistas que têm obrigação de financiar a preservação do meio ambiente a fundo perdido para pagar sua dívida histórica de “exploração e desmatamento”, não entendeu a importância de parcerias internacionais para atrair investimento e transformar o Brasil em potência ambiental.
A esquerda ressentida e sua mentalidade antimercado foram responsáveis pelo maior crime de bioterrorismo do Brasil. Seus militantes contrabandearam “vassoura de bruxa”, uma praga que foi amarrada aos pés dos cacaueiros da Bahia para destruir os grandes plantadores que dominavam a política no sul do Estado. A região de Ilhéus era a maior produtora de cacau do mundo, mas a introdução da vassoura de bruxa em 1989 por militantes de esquerda destruiu mais de 600 mil hectares de cacau. O desastre econômico e social dizimou a região. Mais de 200 mil desempregados abandonaram as fazendas de cacau e se mudaram para as cidades, criando bolsões de miséria e favelas em Itabuna, Ilhéus e Porto Seguro. O plano político dos militantes de esquerda para acabar com os “coronéis do cacau” arruinou fazendeiros, gerou miséria e desemprego na região, desmatamento de florestas e favelização nas principais cidades. Como vivemos no Brasil da impunidade, as investigações não deram em nada. Apenas constataram que a praga da vassoura de bruxa foi introduzida na região por “ação humana”.
Este é o nó do Brasil: um governo federal dominado há mais de 16 anos por uma esquerda ignorante e ressentida que continua a amarrar no pé do setor produtivo outros tipos de vassoura de bruxa. A demonização do empreendedorismo, do livre mercado, do agronegócio e da tecnologia mina as principais alavancas da geração de novos negócios e empregos, do aumento da competitividade, da inovação e da mobilidade social. O intervencionismo desastroso do governo na livre economia deturpa a competição saudável, prejudica o ganho de produtividade e a inserção do País nas cadeias globais.
A escolha de Belém como cidade para sediar a COP retrata a incapacidade de o governo federal enxergar o potencial ambiental do País. Além da falta de leitos para hospedagem, a cidade é o retrato do descaso ambiental. Belém é a capital com a segunda pior cobertura de tratamento de esgoto do País; o Pará é o segundo pior Estado em sustentabilidade ambiental, segundo o Ranking de Competitividade do Centro de Liderança Pública (CLP). Se o cartão postal da COP é mostrar o fracasso do governo e a disfuncionalidade do Estado, a escolha de Belém foi certeira. É o retrato de um país que vergonhosamente tem quase metade da população sem acesso ao esgoto tratado. Mas, se tratássemos a pauta ambiental como prioridade nacional, mostraríamos ao mundo como os governos subnacionais e o setor privado vêm contribuindo para transformar o País, por meio do mercado, numa potência ambiental global.
São Paulo tem a menor taxa de desmatamento do País; o Espírito Santo é líder em recuperação de área degradada; Pernambuco eliminou os lixões em todos os municípios e o Paraná é o Estado com a maior coleta seletiva de lixo do País. O setor privado também vem fazendo sua parte. A Natura está investindo na bioeconomia em parceria com cooperativas locais e a Embrapa, e criou o Sistema Agroflorestal Dendê para produzir óleo de palma, via agricultura regenerativa na Amazônia. O BTG criou um fundo de reflorestamento de US$ 1 bilhão para restaurar terras degradadas e investir em crédito de carbono. A Votorantim investe em reservas ambientais com o intuito de combinar conservação e atividades sustentáveis da economia verde. O agronegócio brasileiro é o mais sustentável do mundo, preservando áreas verdes em propriedades privadas sem um tostão de ajuda do governo. A iniciativa privada vem investindo em energia renovável e foi responsável por criar a matriz energética mais limpa do mundo.
Enquanto o PT estiver no poder, não há possibilidade de transformarmos o Brasil numa potência verde. A pauta ambiental é apenas um instrumento para criticar o capitalismo, países ricos e culpá-los pela nossa desigualdade social. No governo petista, não enfrentaremos os grandes desafios, como regularização fundiária, recuperação de terras degradadas, verificação de emissão de carbono confiável, combate ao desmatamento ilegal e a crescente ameaça do crime organizado que já controla áreas no Norte do País e domina a exploração ilegal de ouro e de madeira.
O que nos resta até a eleição de 2026 é focar no aprofundamento das parcerias público-privadas com os governos estaduais e municipais. Essas parcerias refletem o Brasil que trata a pauta ambiental com seriedade e pragmatismo e compreendem que o mercado é o meio para tornar o País uma potência ambiental.
