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Idoso ativo: o movimento como aliado da longevidade e o papel da fisioterapia

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Envelhecer é um processo natural da vida, mas envelhecer não significa necessariamente perder a autonomia, a independência ou deixar de fazer aquilo que traz prazer e sentido para o cotidiano.

Manter-se ativo é um dos grandes aliados de um envelhecimento saudável. Caminhar, levantar-se de uma cadeira, subir escadas, cuidar da casa, passear, encontrar amigos, brincar com os netos e realizar as atividades do dia a dia são movimentos que ajudam a preservar a funcionalidade e a independência.

Com o passar dos anos, algumas mudanças são naturais. Pode ocorrer redução de força muscular, alterações no equilíbrio, diminuição da mobilidade e maior dificuldade para determinadas atividades. Porém, permanecer parado pode acelerar essas perdas e aumentar o risco de quedas, dependência e limitações.

É nesse momento que a fisioterapia assume um papel fundamental

O acompanhamento de um fisioterapeuta permite que o idoso seja avaliado de forma individualizada. Cada pessoa envelhece de uma maneira diferente e possui necessidades específicas. Por isso, os exercícios devem ser escolhidos de acordo com as condições físicas, limitações, objetivos e rotina de cada paciente.

O fisioterapeuta pode trabalhar força muscular, equilíbrio, mobilidade, coordenação, postura e marcha, além de orientar estratégias para prevenir quedas e melhorar a segurança durante as atividades do cotidiano.

E a fisioterapia não deve ser procurada apenas quando o idoso apresenta uma doença ou sofre uma queda. Ela também pode atuar na prevenção da perda funcional, ajudando a preservar capacidades que são fundamentais para a independência.

Um exemplo simples: quando um idoso começa a apresentar dificuldade para levantar sozinho de uma cadeira, pode passar a evitar determinadas atividades por medo ou insegurança. Com menos movimento, perde força; com menos força, passa a depender mais de outras pessoas. A fisioterapia pode ajudar a interromper esse ciclo e estimular o idoso a recuperar confiança e capacidade funcional.

Para aqueles que passaram por uma internação, cirurgia ou período prolongado de repouso, esse acompanhamento pode ser ainda mais importante. Muitas vezes, o paciente recebe alta hospitalar, mas ainda apresenta fraqueza, dificuldade para caminhar e perda de autonomia. A recuperação não termina necessariamente com a alta: existe um caminho de volta à funcionalidade.

Outro aspecto importante é o envolvimento da família. O fisioterapeuta também pode orientar familiares e cuidadores sobre como estimular o idoso de maneira segura, respeitando seus limites e incentivando sua participação nas atividades diárias.

Ser um idoso ativo não significa necessariamente praticar exercícios intensos. Significa, dentro das possibilidades de cada pessoa, manter-se em movimento e continuar participando da própria vida.

Como fisioterapeuta que atua com idosos, acredito que cada movimento tem um significado. Recuperar a capacidade de levantar sozinho, caminhar até a praça, preparar uma refeição ou brincar com os netos pode representar muito mais do que um ganho físico: pode representar a recuperação da autonomia e da autoestima.

Por isso, cuidar do envelhecimento também é cuidar do movimento. O objetivo não é apenas acrescentar anos à vida, mas acrescentar vida aos anos.

Por Tatiane Alves Silva – Graduada pela Faculdade Ciências Médicas De Minas Gerais