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Brasil precisa reinventar cuidados com 36 milhões de idosos

Brasil precisa reinventar cuidados com 36 milhões de idosos
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Brasil já soma cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Agora, o país precisa transformar a estrutura de cuidados para acompanhar esse crescimento e garantir mais segurança, autonomia e qualidade de vida à população idosa.

Especialistas discutiram o desafio durante o 2º Summit Envelhecer em Casa, realizado na terça-feira (11). No encontro, eles alertaram que o Brasil ainda concentra grande parte do atendimento nos hospitais. Entretanto, esse modelo aumenta os custos, ocupa leitos e pode não suportar a demanda dos próximos anos.

Por que o Brasil precisa mudar o atendimento aos idosos?

Atualmente, hospitais assumem cuidados que equipes especializadas poderiam manter dentro das residências. Por isso, o país precisa ampliar o atendimento domiciliar e organizar melhor a transição entre o hospital e a casa.

Esse processo, porém, deve começar antes da alta. Desde o início, a equipe multidisciplinar precisa orientar a família, explicar os procedimentos e preparar a residência. Assim, os responsáveis poderão dar continuidade ao tratamento com mais segurança.

Além disso, o atendimento domiciliar oferece mais conforto ao idoso e reduz a permanência desnecessária nos hospitais. Ao mesmo tempo, a medida libera leitos para pacientes que realmente precisam de assistência hospitalar.

Nesse cenário, serviços de cuidado em casa, assistência a idosos e acompanhamento após a alta podem movimentar até R$ 27 bilhões no Brasil.

Como a tecnologia pode proteger os idosos?

A tecnologia já ajuda famílias e cuidadores a acompanhar a rotina das pessoas mais velhas. Durante o evento, a empresa brasileira Sanii Gestão e Cuidado apresentou o “Quarto do Futuro”, um ambiente que reúne recursos para aumentar a segurança e a autonomia dos idosos.

A proposta utiliza diferentes ferramentas:

  • Inteligência artificial;
  • Sensores de acompanhamento;
  • Sistemas de automação;
  • Tecnologias assistivas;
  • Soluções de acessibilidade.

Na prática, esses recursos podem identificar riscos, facilitar tarefas e apoiar os cuidadores. Dessa forma, a casa passa a integrar diretamente a rede de assistência.

Famílias também precisam adaptar as residências

As famílias, por sua vez, precisam preparar os imóveis para as mudanças que acompanham o envelhecimento. Ambientes acessíveis, iluminados e seguros reduzem riscos e ajudam o idoso a manter a independência.

No entanto, instalar equipamentos não basta. O Brasil também precisa capacitar profissionais, orientar parentes e integrar hospitais, cuidadores e serviços domiciliares.

Portanto, o envelhecimento populacional cobra uma resposta imediata. O país precisa abandonar a dependência excessiva dos hospitais e investir em um modelo preventivo, tecnológico e mais humano. Afinal, cuidar melhor dos idosos significa preparar o Brasil para o próprio futuro.

Por Ismael Melo – Ismaeldmelo@gmail.com

Fonte: Guararemanews.