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Ministério do Idoso: uma excelente notícia

Paulo Paim Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Saiu ontem na imprensa de todo o país: o Brasil pode ganhar um Ministério do Idoso. Finalmente. Defendo essa ideia há bastante tempo, uma vez que o rápido envelhecimento é um dos maiores desafios sociais do Brasil. Ele vai além da saúde e da previdência; envolve mercado de trabalho, educação adaptada para quem tem mais de 50 anos, lazer, segurança, inclusão digital e participação social. Hoje, são quase 37 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, e esse número continua crescendo.

Há uma crítica quase automática e importante: teremos um ministério para gastar mais dinheiro? Para empregar mais gente? Não.

Precisamos de um ministério extraordinário, diferente, com foco em liderança e menos burocracia. Um ministério que articule os desafios do envelhecimento, leve o tema para a agenda dos outros ministérios e fale diretamente com a Presidência da República.

Hoje, a causa da terceira idade fica em segundo plano, em cargos de segundo e terceiro escalões espalhados por vários ministérios. Tudo é lento e para depois. Para que as políticas que transformem a forma como encaramos a longevidade saiam do papel e sejam efetivadas, é preciso mais articulação e mais protagonismo no tabuleiro político. Japão, Reino Unido, Canadá e Austrália já criaram estruturas dedicadas ao envelhecimento, porque entenderam que um tema complexo exige liderança e capacidade de articulação.

Para esse papel, um nome se destaca: o senador Paulo Paim. Há décadas, ele é referência na causa dos idosos no Congresso Nacional. Liderou nada mais nada menos que o Estatuto da Pessoa Idosa e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, criou a Lei Nacional de Alzheimer e defende com firmeza a justiça previdenciária. Ele conhece Brasília por dentro, e isso faz diferença para um ministro. Outro ponto importante é que, nos próximos anos, devemos passar por uma reforma da Previdência e novas adaptações nas relações de trabalho serão necessárias — duas áreas nas quais o Paim tem conhecimento e sabe atuar. Um ministro que poderá ajudar os outros ministros a olhar para o envelhecimento como prioridade, inclusive nos seus orçamentos.

Precisamos de um primeiro ministro do idoso com experiência e envergadura política. Digo isso para que as iniciativas possam sair do papel, para que recursos sejam garantidos e o próprio ministério possa ser visto como útil por todos os brasileiros, de direita e de esquerda. Um ministério eficiente e de futuro.

Demorou, mas finalmente estamos dando esse passo nas políticas públicas para o idoso. Precisamos cuidar e oferecer condições para que as pessoas 60+ participem mais da sociedade. Quem sabe com um nome ainda mais ousado: Ministério da Pessoa Idosa e da Longevidade Ativa.

Fonte: Brasil 247