
Neste último sábado (22), a região oeste de Mato Grosso parou para olhar com mais atenção para seus idosos. Em diferentes cidades, igrejas adventistas a realizaram ações do projeto Quebrando o Silêncio, movimento que já se espalha por vários países da América do Sul. O propósito é combater a violência contra o idoso. Passeatas, palestras, visita a um Lar de Idosos e até uma ação sobre duas rodas marcaram o projeto. A ideia era deixar um recado: o cuidado com quem já viveu tanto não pode ficar em segundo plano.
Voluntários impactam rotina de residencial para idosos com ação solidária
Um grupo de voluntários visitou o Asilo São Vicente de Paulo, localizado em Várzea Grande (MT) onde entregaram 67 kits de higiene pessoal. Além da doação, houve um momento de conversas e escuta que, muitas vezes, é o que falta para quem vive numa casa de repouso.

Para Elaine Araújo, coordenadora de enfermagem do Asilo, essas ações impactam a vida dos idosos que residem ali. “Quando vocês cantam, conversam e dão atenção, trazem recordações da vida deles, acalma eles e eles se sentem bem com vocês aqui dentro. Isso é muito bom”, ressaltou.
Já para o pastor Magno Marinho, um dos organizadores da ação, essa iniciativa tem um propósito que vai muito além da entrega de itens. “A importância de trazer a igreja para um projeto como este, é fazer com que os membros entendam a missão de sair das quatro paredes. Isso faz com que eles sintam na prática que as pessoas do lado de fora das paredes da igreja precisam de Jesus.“ afirmou.

Ruas de Sinop e Juara reúnem multidões pela causa
Enquanto isso, em Sinop, a cidade viveu uma cena pouco comum: cerca de mil pessoas tomaram as ruas em uma passeata pela valorização da pessoa idosa. Cartazes e faixas foram exibidos, e revistas educativas foram distribuídos ao longo do trajeto, levando a discussão sobre maus-tratos e negligência para quem passava.

Em Juara, a mobilização ganhou reforços que davam ainda mais visibilidade ao tema. Integrantes de um moto clube adventista da região marcaram presença ao lado do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e do Tiro de Guerra pelas ruas da cidade. Desbravadores e aventureiros também participaram da passeata, levando para as próximas gerações a mensagem de que cuidar dos idosos é responsabilidade de todos.

Praça pública vira sala de aula sobre direitos dos idosos
A conscientização também ganhou espaço em palestras realizadas em diferentes regiões do estado. No bairro 15 de Maio, uma delas reuniu moradores em um espaço público para ouvir a professora e conselheira dos direitos da pessoa idosa Alice Ferreira. Durante a conversa, ela chamou a atenção para uma realidade preocupante: viver mais não significa, necessariamente, viver melhor.
“De um certo tempo para cá, nós percebemos que os idosos começaram a sofrer maus-tratos, negligência e até perturbações da própria família. É importante esclarecer para toda a sociedade, que devemos ter um olhar para essa categoria do ser humano, que tanto contribuiu, que criou seus filhos e netos. Precisamos cuidar mais, olhar principalmente para a saúde deles, para a alimentação deles, e manter sempre uma comunicação com eles, para evitar possíveis danos mentais, como o Alzheimer, por exemplo”, explicou.
Entre o público, a moradora Rita Garcia aprovou a iniciativa. “Achei muito importante, porque as pessoas hoje em dia não têm o conhecimento de que os idosos têm que ser respeitados, têm que ser cuidados pelos filhos, pelas famílias”, avaliou.

Em Tangará da Serra, o alerta chegou sobre duas rodas
Já em Tangará da Serra, a mensagem foi levada pelo motoclube adventista AMM. Com três motocicletas e uma bicicleta elétrica, o grupo visitou um Colégio Adventista da cidade para conversar com os alunos sobre um tema ainda pouco presente na rotina escolar: como identificar e denunciar situações de maus-tratos contra pessoas idosas. De forma mais informal e visualmente chamativa, a ação buscou despertar a atenção dos estudantes e reforçar a responsabilidade de “quebrar o silêncio” sempre que perceberem alguém em situação de risco.

Um movimento que se espalhou pelo oeste do estado
As ações não pararam por aí. Diversas cidades da região oeste de Mato Grosso realizaram suas próprias atividades de conscientização ao longo do dia, reforçando que o Quebrando o Silêncio 2026 não foi um evento isolado, mas uma mobilização coordenada e simultânea. De asilos a escolas, de praças a ruas movimentadas, o recado se repetiu em cada esquina: os idosos precisam de atenção, de respeito e, acima de tudo, de gente disposta a enxergá-los.

Fonte: noticias.adventistas.org





