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Dia Nacional do Idoso: preparo para a velhice deve começar aos 40; veja dicas

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil está ficando mais velho. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril deste ano, a população de 60 anos ou mais no país saiu de 22,2 milhões em 2012 para 35,2 milhões em 2025 – uma alta de 58,7% em um intervalo de 13 anos. Nesta quinta-feira (1º/10), data em que é comemorado o Dia Nacional do Idoso, um especialista ouvido pela reportagem do Jornal O TEMPO reforça que é preciso cultivar bons hábitos para chegar bem a esta etapa da vida.  

Arnaldo Pinto Guedes de Paiva Neto, médico geriatra, explica que é essencial pensarmos de maneira preventiva, uma vez que o envelhecimento chega muito antes dos 60 anos. “Atingimos a capacidade das nossas funções entre 25 e 30 anos e, a partir da terceira década de vida, já percebemos um declínio nesse processo”, diz. 

Confira cinco dicas para envelhecer bem:

Crie uma “poupança” de músculos!

De acordo com o médico, estima-se que nosso corpo perca de 3% a 8% da massa muscular a cada década de vida depois dos 30 anos. Essa perda pode passar dos 10% por década depois dos 70. Assim, exercícios de força – como musculação e pilates – são fundamentais para preservar ou amenizar esse processo. 

“Os músculos são construídos pelos aminoácidos, fundamentais para combater infecções ou participar de processos de cicatrização em casos de queimadura, por exemplo. Ter uma reserva muscular torna o corpo mais preparado para enfrentar doenças no futuro”, afirma. 

Além disso, ter força muscular garante que o corpo conseguirá fazer ações como subir escadas ou conseguir caminhar sem dificuldades. “É uma questão de autonomia e independência na velhice”, garante. 

Cuide da alimentação!

Uma das dicas de Neto é manter uma boa ingestão proteica, fundamental na construção de músculos, e de cálcio e vitamina D, que ajudam na saúde óssea e na prevenção da osteoporose – que pode aumentar o risco de fraturas. 

“Também é fundamental evitar o consumo em excesso de sal e de açúcar, assim como reduzir ao máximo a ingestão de gordura saturada. Isso ajuda no controle do colesterol ruim, conhecido como LDL (lipoproteína de baixa densidade), que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e demências”, orienta. 

Apague o cigarro!

Outra dica do especialista é reduzir ou cortar totalmente o cigarro. Isso porque o tabagismo contribui para problemas como infarto, doenças cardiovasculares e está diretamente associado a pelo menos 15 tipos diferentes de câncer – como pulmão, boca e garganta. 

“Parar de fumar sempre traz benefício, mesmo após décadas. Em poucos dias já há melhora na circulação e na oxigenação. Em meses, tosse e falta de ar tendem a reduzir. E ao longo dos anos, o risco de infarto, derrame e vários tipos de câncer cai de forma importante. Nunca é tarde para parar”, afirma. 

Durma bem!

Em um mundo cada vez mais dominado por telas, dormir bem parece ter sido uma tarefa cada vez mais desafiadora. No entanto, o médico alerta que dormir pelo menos sete horas por noite é essencial para equilibrar o metabolismo, diversos hormônios, pressão arterial e funções cerebrais. 

“A privação crônica de sono aumenta o risco de várias doenças. Está associada a pressão alta, diabetes tipo 2, ganho de peso, doenças cardiovasculares, depressão e também queda da imunidade”, esclarece. 

Olhe para a sua saúde mental!

Não é só a saúde física que deve ser olhada quando pensamos em envelhecimento saudável. Cuidar da parte mental também é importante e hábitos como gestão do estresse e evitar o isolamento – investindo em relações sociais – são bons passos para chegar bem aos 60 anos. 

“Também podemos pensar em condições como bipolaridade e depressão. Se a pessoa passa a vida sem diagnosticar e tratar adequadamente, é bem provável que essas condições se aprofudem e se tornem ainda mais difíceis na velhice”, garante. 

Fonte: Jornal O Tempo