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O hábito simples após os 70 anos que pode ajudar a prevenir a depressão na terceira idade

Prática regular de exercícios leves promove bem-estar emocional e autonomia na terceira idade.

Dona Maria, de 74 anos, passou meses evitando sair de casa por medo de cair e dar trabalho para a família. Um dia, a neta a convidou para uma pequena caminhada na praça, bem devagar. Em poucas semanas, além de dormir melhor, ela começou a sorrir mais, conversar com vizinhos e se sentir menos sozinha. 

Por que a atividade física leve após os 70 anos é tão importante

Após os 70 anos, a saúde mental passa a ser tema central na rotina de muitas famílias. Nessa fase da vida, o risco de depressão tende a aumentar, mas estudos recentes apontam que um hábito simples pode fazer diferença importante: a prática regular de atividade física leve a moderada.

Caminhadas, alongamentos e movimentos no dia a dia ajudam o corpo a se manter ativo e, ao mesmo tempo, oferecem proteção relevante para o bem-estar emocional dos idosos. Mesmo pequenas mudanças de rotina, como levantar mais vezes da cadeira ou dar voltas dentro de casa, já começam a fazer diferença.

Quais mudanças no corpo e na rotina influenciam o humor na terceira idade

A partir dessa idade, o organismo passa por mudanças naturais, como perda de massa muscular, menor agilidade e alterações no sono. Esses fatores podem favorecer isolamento social, medo de quedas e sensação de dependência, pesando muito no estado emocional.

Quando a atividade física é incorporada à rotina, mesmo em intensidade baixa, o idoso ganha mais confiança no próprio corpo, amplia o contato com outras pessoas e reduz o risco de desenvolver quadros depressivos. Pequenos ganhos de autonomia já melhoram bastante o humor no dia a dia.

Como a atividade física ajuda o cérebro e as emoções dos idosos

A atividade física em idosos não precisa ser intensa para trazer benefícios. Esforços moderados, realizados com regularidade, estimulam a liberação de substâncias como endorfinas e serotonina, associadas ao equilíbrio do humor e à sensação de bem-estar.

Além disso, o movimento diário contribui para regular o sono, melhorar o apetite e manter a mente ocupada, fatores que ajudam a afastar sintomas de tristeza persistente e desânimo. Até atividades simples, como dançar em casa ou caminhar no quintal, já somam pontos para a saúde emocional.

De que forma a autonomia física protege contra a depressão

Outro ponto relevante é a autonomia. Quando a pessoa idosa se sente mais firme para caminhar, levantar de cadeiras ou subir pequenos degraus, a sensação de capacidade funcional aumenta e traz mais segurança no dia a dia.

Essa maior confiança reduz o medo de quedas, favorece a participação em atividades sociais e diminui o tempo de permanência em casa, o que é considerado um elemento de proteção contra a depressão tardia. Sentir-se capaz faz toda a diferença na autoestima.

Quais tipos de exercício ajudam a prevenir a depressão em idosos

Entre as formas de atividade física para idosos, algumas se destacam por serem acessíveis e de baixo impacto. Caminhadas em ritmo confortável, natação, hidroginástica, ciclismo em bicicleta ergométrica e até jardinagem entram nessa lista e podem ser adaptadas ao ritmo de cada um.

O mais indicado é que o idoso escolha práticas que façam sentido para sua rotina e condição física, sempre com orientação de um profissional de saúde. Assim, a chance de manter o hábito por mais tempo aumenta bastante.

Para você que gosta de se cuidar, separamos um vídeo do canal do Dr. Mozar Suzigan com dicas para fazer exercícios e os benefícios para os idosos:

Quais exercícios práticos podem entrar na rotina com facilidade

Para facilitar o começo, vale apostar em atividades simples, que caibam na vida real e não exijam muitos equipamentos. Veja algumas ideias de exercícios que costumam funcionar bem para quem está depois dos 70 anos:

  • Caminhadas rápidas ou moderadas: podem ser feitas em parques, calçadas seguras ou esteiras, respeitando pausas e limites individuais.
  • Natação e hidroginástica: a água reduz o impacto nas articulações e favorece movimentos amplos, úteis para quem tem dor articular.
  • Ciclismo leve: preferencialmente em bicicletas ergométricas, oferecendo estabilidade e controle de intensidade.
  • Jardinagem: regar plantas, cuidar de vasos e pequenos canteiros exige deslocamentos, flexões leves e foco mental.
  • Caminhadas após as refeições: pequenas voltas no quarteirão depois do almoço ou jantar auxiliam a digestão e estimulam o humor.

Como montar uma rotina segura de atividade física na terceira idade

Para que a prática de exercícios na terceira idade seja segura, alguns cuidados são essenciais. O primeiro passo é uma avaliação médica atualizada, especialmente para quem tem doenças crônicas, como hipertensão, diabetes ou problemas cardíacos.

Com essas informações, profissionais de saúde podem indicar o nível ideal de esforço e apontar restrições específicas. Assim, o idoso ganha confiança para se mexer com mais segurança e a família também fica mais tranquila.

Fonte: E.M. Foco