
Os chamados “supercaminhantes” são idosos na casa dos 80 anos que caminham tão rápido quanto pessoas três décadas mais jovens. A definição foi criada pelo neurologista Joe Verghese, da Universidade Stony Brook, para estudar proteção cognitiva.
Pesquisadores acompanharam idosos em estudos internacionais e constataram que quem apresenta velocidade de marcha elevada tem menor risco de sofrer comprometimento cognitivo, o que inclui memória, raciocínio e autonomia.
Ao comparar 3 a 5 anos de acompanhamento, os especialistas observaram que os supercaminhantes apresentaram menor probabilidade de evoluir para déficits cognitivos relevantes.
Um estudo mostrou declínio cognitivo mais lento entre esses idosos e preservação maior do hipocampo, área ligada à memória de curto prazo. Esses dados aparecem em conjunto com avaliações neurológicas.
Em autópsias, houve menor prevalência de Alzheimer e de outras demências entre os supercaminhantes, reforçando a relação entre atividade física e proteção cerebral.
Segundo Verghese, caminhar rápido reflete a preservação integrada de sistemas cardiovascular, muscular e nervoso, caracterizando um envelhecimento com menos doenças.
A equipe afirma que o fenômeno pode indicar um perfil de envelhecimento excepcional, com menor carga de doenças, hábitos saudáveis e possível idade biológica mais jovem.
Estudos recentes associam atividade física à redução do risco de Alzheimer, especialmente quando a marcha é mantida em faixas de idade mais avançadas, como os 80 anos.
Fonte: Portal Tela





