
A suspensão da Lei da Dosimetria pelo Supremo Tribunal Federal (STF), neste fim de semana, intensificou os ataques de presidenciáveis da direita contra o ministro Alexandre de Moraes, alvo recorrente da oposição ao governo Lula (PT) nesta pré-campanha.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que chegou a ensaiar períodos de trégua com Moraes neste ano, e os ex-governadores de Minas, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticaram o magistrado por suspender a eficácia da lei — que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelo 8 de Janeiro. Lideranças da oposição avaliam reagir no Congresso, e articulam uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proponha anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos golpistas.
Flávio, Caiado e Zema vêm fazendo críticas recorrentes ao STF, e já acenaram ser favoráveis ao impeachment de ministros da Corte — embora o grau de adesão de cada um à pauta tenha variado ao longo do tempo. Zema, que tem crescido nas redes sociais com ataques à Corte, protocolou pedido de impeachment contra Moraes em março, após virem à tona mensagens entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Neste domingo, o ex-governador mineiro afirmou que Moraes “se considera intocável” e “atropela o Congresso”.
“Sem ter recebido um único voto, desrespeita representantes eleitos pelo povo e amplia o sofrimento de presos perseguidos há anos por uma Justiça que deveria protegê-los”, disse Zema.
Flávio, ainda no sábado, também centrou suas críticas em Moraes. O senador disse que a decisão do Congresso Nacional, de reduzir as penas de condenados por atos golpistas, foi derrubada “numa canetada monocrática”.
— Mais uma vez, o ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo.
Fonte: O Globo





