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Com organização, Carnaval traz ganhos à saúde na terceira idade

MARLON COSTA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

A participação de idosos em bailes e blocos adaptados tem sido apontada por especialistas como aliada da mobilidade, da convivência social e da manutenção da autonomia. Com organização e cuidados prévios, a folia pode integrar estratégias de promoção da saúde na velhice.

O Carnaval mobiliza diferentes gerações e, nos últimos anos, a presença de pessoas idosas em matinês e eventos voltados à terceira idade aumentou. Centros de convivência, clubes e instituições passaram a oferecer programações específicas, com controle de público, estrutura acessível e repertório musical familiar. A proposta é permitir participação com menor exposição a riscos comuns em grandes aglomerações.

Movimento e convivência impactam a saúde

Atividades culturais e sociais estão associadas à redução do isolamento, condição relacionada ao declínio
funcional e a sintomas depressivos. A dança, quando realizada de forma moderada, contribui para:

  • Manutenção da mobilidade
  • Estímulo do equilíbrio e da coordenação
  • Melhora do humor
  • Fortalecimento de vínculos sociais
  • Ativação de memórias

Movimentos leves funcionam como exercício aeróbico de baixa intensidade e auxiliam na preservação da
independência funcional. O contato com amigos e familiares também reforça a rede de apoio, fator relevante para a saúde física e mental.

Planejamento reduz riscos

  • A participação exige preparo. Entre as recomendações estão:
  • Preferir blocos e bailes com menor aglomeração
  • Escolher locais com assentos, sombra e acessibilidade
  • Optar por horários de menor calor
  • Comparecer acompanhado
  • Levar documento e contato de emergência

A hidratação deve ser constante, especialmente em dias quentes. A desidratação pode provocar
tonturas, confusão mental e aumentar o risco de quedas. Também é indicado:

  • Uso de protetor solar
  • Chapéu ou boné
  • Roupas leves
  • Calçados fechados e antiderrapantes

Pausas para descanso e alimentação ajudam a evitar sobrecarga física. A intensidade das atividades deve respeitar as condições clínicas individuais.

Quando inserida em ambiente organizado, a participação da pessoa idosa no Carnaval favorece convivência, estimula o movimento e contribui para a manutenção da autonomia ao longo do envelhecimento.

Dra. Julianne Pessequillo – via JPNews
Geriatra e clínica geral especializada em Longevidade Saudável – CRM 160.834 | RQE 71.895
Membro da Brazil Health