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Vacinas para idoso: por que vale a pena verificar se estão em dia agora mesmo?

Manter as vacinas em dia na terceira idade é fundamental para proteger a saúde da pessoa idosa

Vacinas para idoso são fundamentais para proteger a saúde na terceira idade, especialmente contra infecções que podem trazer complicações sérias, como gripe, pneumonia e herpes zóster.

Com o passar dos anos, o corpo se torna mais vulnerável e algumas doenças podem evoluir de forma mais intensa. Por isso, manter as vacinas em dia, conforme orienta o Calendário Nacional de Vacinação do Idoso, é um cuidado simples que faz grande diferença no dia a dia da pessoa idosa.

Manter a vacinação atualizada, há menor risco de internações, agravamento de doenças crônicas e perda de autonomia — pontos que reforçam por que vale a pena verificar agora mesmo se todas as vacinas estão em dia.

Siga com a leitura para entender quais vacinas são recomendadas, como funcionam e por onde começar a cuidar melhor da imunização na terceira idade.

O que são e por que são tão importantes as vacinas para pessoas idosas?

Vacinar pessoas idosas é essencial para prevenir doenças infecciosas graves, reduzir complicações clínicas e preservar a saúde e a autonomia ao longo do envelhecimento.

Com o avanço da idade, o sistema imunológico sofre alterações que diminuem sua eficiência. Por isso, a prevenção por meio de vacinas torna-se uma medida ainda mais relevante e estratégica.

O que muda na imunidade com o envelhecimento? (introdução à imunossenescência)

Ao longo do tempo, o sistema imunológico passa por um processo natural de declínio funcional, conhecido como imunossenescência.

Essa mudança leva a uma produção menor de células de defesa e a uma resposta imunológica mais lenta frente a agentes infecciosos. Por isso, pessoas idosas ficam mais suscetíveis a doenças como gripe, pneumonia e herpes zóster.

Além disso, condições clínicas frequentes, como diabetes mellitus, insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas, podem agravar os quadros infecciosos. As vacinas ajudam a compensar essa vulnerabilidade imunológica.

Compense a vulnerabilidade imunológica com a vacina.
O envelhecimento reduz a resposta imunológica e aumenta a suscetibilidade a infecções, agravada por condições clínicas comuns.

Como as vacinas protegem os idosos de complicações graves?

As vacinas estimulam o sistema imunológico a produzir respostas mais rápidas e eficientes diante de vírus e bactérias, ajudando a prevenir infecções e a evitar complicações graves — um efeito amplamente reconhecido pelo Ministério da Saúde.

Veja alguns exemplos de vacinas importantes nessa fase da vida:

  • Vacina contra gripe (influenza): reduz internações e óbitos relacionados ao vírus.
  • Vacina pneumocócica (conjugada e polissacarídica): previne pneumonia, meningite e septicemia, como indicado no Calendário Técnico Nacional de Vacinação do Idoso.
  • Vacina contra herpes zóster: diminui a ocorrência da doença e previne a neuralgia pós-herpética, uma dor crônica debilitante.

A partir dos 60 anos, essas vacinas não apenas evitam infecções, mas também contribuem para que os quadros clínicos, quando ocorrem, sejam mais leves e de recuperação mais rápida.

Por que atualizar a caderneta agora?

Manter a caderneta de vacinação atualizada, conforme orienta o Ministério da Saúde, é fundamental para garantir uma proteção contínua e adequada às mudanças fisiológicas do envelhecimento.

Conforme o histórico vacinal e o tempo decorrido desde a última dose, pode haver indicação de reforços ou de vacinas adicionais. Atualizar a caderneta evita lacunas na proteção e assegura o cumprimento das recomendações mais recentes das autoridades de saúde.

Vacinas como as contra gripe, pneumococo, febre amarela e herpes zóster são indicadas de acordo com a faixa etária, condições clínicas e riscos individuais. Por isso, é importante conversar com um profissional de saúde para avaliar o esquema vacinal ideal para cada caso.

Benefícios da vacinação para pessoas idosas em curto e longo prazo

As vacinas reduzem significativamente o risco de doenças infecciosas graves e contribuem para a manutenção do bem-estar e da autonomia, mesmo em pessoas com doenças crônicas prevalentes na terceira idade.

Redução do risco de hospitalizações e agravamento de doenças crônicas

Imunizantes como os contra gripe (influenza), pneumonia (pneumocócicas) e tétano ajudam a prevenir complicações infecciosas que frequentemente levam à hospitalização de pessoas idosas.

Previna complicações infecciosas.
Vacinas contra gripe, pneumonia, tétano e COVID-19 reduzem hospitalizações, complicações e mortalidade em idosos, especialmente aqueles com comorbidades.

Em indivíduos com condições como diabetes mellitus, insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou outras comorbidades, as vacinas oferecem uma camada adicional de proteção, evitando descompensações clínicas que podem comprometer a funcionalidade e a qualidade de vida.

Durante a pandemia da COVID-19, por exemplo, as doses de reforço demonstraram reduzir em até 95% a mortalidade entre pessoas idosas, evidenciando o impacto das vacinas — como reconhecido pela SciELO — na prevenção de desfechos graves.

Proteção coletiva e convivência social mais segura

Ao se vacinar, a pessoa idosa também contribui para a proteção de familiares, cuidadores e demais indivíduos com quem convive, diminuindo a disseminação de agentes infecciosos — especialmente em ambientes com alta circulação de pessoas.

Com menor risco de adoecer ou transmitir doenças, o idoso se sente mais seguro para participar de atividades sociais, o que favorece a saúde mental e o envelhecimento ativo.

A vacinação também torna mais seguros os espaços coletivos, como instituições de longa permanência, centros de convivência e unidades de saúde.

Relação entre vacinação e qualidade de vida na terceira idade

Manter a vacinação em dia possibilita ao idoso preservar sua autonomia, participar de atividades significativas, manter uma rotina ativa e cultivar vínculos sociais e familiares.

Ao reduzir o risco de internações, as vacinas também protegem as funções físicas e cognitivas, frequentemente comprometidas após longos períodos de hospitalização ou infecções sistêmicas. Isso contribui para um envelhecimento mais saudável, seguro e com maior qualidade de vida.

Fonte: Blog Priscila Pisoli Geriatra