Depois dos 60 anos, os cuidados durante o período de seca no Distrito Federal devem ser redobrados: por sentirem menos sede com o passar do tempo, idosos são mais vulneráveis à desidratação.
“O idoso é um desidratado crônico: bebe menos água e não tem a percepção da sede intensa, demoram para perceber a sede”, afirma a coordenadora de Geriatria do Hospital Santa Lúcia em Brasília, a médica Priscilla Mussi.
Segundo a Secretaria de Saúde, os sinais de alerta de desidratação incluem urina escura, boca seca, tontura, câimbras, fraqueza e, em casos mais graves e confusão mental.
O geriatra do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, o médico Thiago Póvoa, destaca outros sintomas em idosos.
“Mucosas secas, diminuição de saliva, pele mais ressecada e sonolência excessiva. […] Idosos mais frágeis, que se comunicam com dificuldade e buscam menos líquido, a orientação é sempre oferecer”, afirma o médico.
Além de sintomas físicos, a geriatra Priscilla Mussi destaca que a seca também pode impactar no bem-estar do idoso em relação à disposição e à saúde mental.
“Geralmente, o idoso nesta época de seca fica mais amuado, mais indisposto, mole, porque a pressão baixa mais”, diz a médica.
Como se cuidar?
De acordo com os geriatras e com a Secretaria de Saúde, a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção contra doenças respiratórias.
Veja abaixo o guia de cuidados com a saúde para idosos durante o período da seca.
Guia de cuidados durante o período da seca para idosos. — Foto: Arte/g1