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Como funciona o cérebro de um idoso extremamente lúcido?

O cérebro dos conhecidos como “Super Idosos”, aqueles com mentes extremamente lúcidas aos 80 e 90 anos, tem neurônios capazes de se regenerarem mais facilmente do que adultos com saúde cognitiva estável.

Um estudo realizado pelo Instituto Mesulam de Neurologia Cognitiva e Doença de Alzheimer da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, em Chicago, publicado na revista Nature no final de fevereiro mostra que o cérebro em envelhecimento tem capacidades não reconhecidas anteriormente.

Em entrevista à CNN, a Dra. Tamar Gefen, coautora do estudo, indicou que um neurônio jovem é adaptável, com capacidade de crescer e gerar novas sinapses.

Segundo a especialista, a alta concentração desses neurônios no cérebro de “Super Idosos” é uma descoberta revolucionária para os estudos de doenças cognitivas.

Vale lembrar que um “Super Idoso” é a pessoa maior de 80 anos que passa por extensos testes cognitivos que avaliam os limites de sua capacidade de recordar informações.

A pesquisa analisou o nascimento de novos neurônios em cinco tipos de cérebros de doadores: Super Idosos; adultos jovens saudáveis; idosos sem sinais de declínio cognitivo; idosos com demência inicial; e idosos diagnosticados com doença de Alzheimer.

O levantamento indicou que a criação de neurônios nos idosos extremamente lúcidos é 2,5 vezes maior do que em pacientes com Alzheimer.

Nas análises, os pesquisadores perceberam que dois tipos de células cerebrais dão maior suporte à memória e à cognição enquanto o hipocampo envelhece: astrócitos e neurônios CA1.

As primeiras são essenciais para regular o fluxo sanguíneo no cérebro e ajudam a manter as sinapses, enquanto o segundo grupo ajudam a formar e recuperar experiências passadas — que se transforma na memória. São justamente as células CA1 que sofrem ataques em pacientes com Alzheimer.

Fonte: InfoMoney