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Aumenta o número de idosos com sarcopenia: desafio cresce

Foto: pixabay.com

Um problema silencioso que, muitas vezes, só é percebido no estágio avançado. Estamos falando da sarcopenia, que é um dos grandes desafios para o envelhecimento saudável. 

Caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, a doença compromete a mobilidade, o equilíbrio e a autonomia dos idosos. 

Embora o processo de perda muscular comece de forma natural a partir dos 30 anos, ele se intensifica com o avanço da idade e pode ser agravado por doenças, sedentarismo e alimentação inadequada.

No Brasil, cerca de 17% da população idosa, que representam cinco milhões de pessoas, convivem com a sarcopenia, muitas vezes sem nem saber. Essa condição aumenta significativamente o risco de quedas, fraturas e hospitalizações, além de impactar diretamente na qualidade de vida e na independência funcional. 

Especialistas alertam que a redução da musculatura nos braços e nas pernas leva a um desempenho físico menor, dificultando atividades simples do dia a dia, como caminhar, levantar-se da cadeira ou carregar objetos.

A geriatra Danielle Pessoa explica quais medidas podem ajudar na prevenção da sarcopenia e na preservação da saúde muscular ao longo do envelhecimento.

A falta de diagnóstico e tratamento precoces podem levar a consequências mais graves, como perda progressiva da funcionalidade, aumento da dependência, isolamento social, depressão e até déficits cognitivos. 

Estudos recentes mostram que o músculo atua como um verdadeiro órgão endócrino, influenciando no funcionamento de outros sistemas do corpo, inclusive o cérebro. Por isso, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para preservar a autonomia, reduzir riscos e garantir mais qualidade de vida na terceira idade.

Fonte: Rádio Santa Cruz FM