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Reunião do Conselho da Previdência tem crítica ao chefe do INSS por fila ‘inadmissível’ de 3 milhões de pessoas

O presidente do INSS, Gilberto Waller — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Responsável por estabelecer diretrizes gerais e avaliar a gestão previdenciária, o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) realizou nesta quinta-feira sua reunião mensal. O encontro foi comandado pelo ministro Wolney Queiroz, que em sua fala inicial lembrou a missão que recebeu de Lula de trabalhar para zerar a fila do INSS, uma promessa de campanha, que chegou ao número recorde de quase 3 milhões de pessoas no fim do ano.

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Gilberto Waller, não compareceu. Optou por participar de uma reunião do Conselho de Administração da Dataprev, no mesmo horário. Ausente, foi alvo de críticas de um dos membros titulares do CNPS, Helio Queiroz da Silva, representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Depois de dizer que tem andado muito preocupado por ver ações que acontecem “longe dos olhos desse conselho, inclusive dessa presidência” — no caso, do ministro.

Disse o conselheiro:

— E eu não poderia, por covardia ou por medo, deixar de falar. Eu tenho observado o comportamento do INSS. As coisas boas que têm acontecido, é louvável, batemos palma. Mas tem coisas que o órgão está fazendo que elas são inaceitáveis. As situações boas que têm feito, eu não tenho visto em um só momento o líder do INSS, que eu gostaria que ele estivesse aqui, doutor Gilberto, ele falar de uma ação, que é uma ação de governo. As ações que são feitas, são determinadas, como são boas, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas as decisões que são tomadas, elas são anunciadas como decisões do presidente do INSS.

Completou:

— É inadmissível, senhores. É inadmissível uma fila de 3 milhões de pessoas.

Após a fala, Queiroz agradeceu a manifestação, mas disse que não seria adequado avaliar o trabalho de Waller na sua ausência. E lembrou que ele assumiu o INSS em um momento de “ebulição, de crise”.

Procurado, o presidente do órgão respondeu que não vai comentar.

Fonte: O Globo