
Governistas temem que uma articulação do senador Davi Alcolumbre (Uniao-AP) derrube a nomeação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Enquanto o advogado-geral da União continua a ser sabatinado na tarde desta quarta, na Comissão de Constituição e Justiça, aliados de Lula pediram uma reunião de emergência ao presidente do Senado.
Contrário à escolha de Messias, Alcolumbre aceitou recebê-lo na semana passada, mas não quis se comprometer a apoiá-lo.
Mais cedo, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deu a entender que Alcolumbre estaria atuando contra a aprovação de Messias. Ao ser questionado se o presidente do Senado havia entrado nas negociações de última hora, ele respondeu em tom de ironia: “Se ele estiver operando, é bom sinal, porque está vendo que nós vamos ganhar”.
Embora o discurso público seja de otimismo em relação a Messias, um dos principais articuladores do Planalto contabiliza, até o momento, apenas 39 votos em plenário. Isso representa dois a menos que os 41 votos necessários para aprovar o indicado ao Supremo.
Em outra frente, líderes evangélicos fazem plantão no Senado em busca de votos para aprovar a indicação. Os pastores Samuel Ferreira e Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, já fizeram corpo a corpo em gabinetes e no plenário da CCJ.
A eventual rejeição de Messias seria um fato inédito em mais de um século. A última vez em que o Senado barrou a indicação de um ministro do Supremo foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.
Fonte: O Globo





