O secretário-executivo adjunto do Ministério da Previdência, Osório Chalegre de Oliveira, teve a exoneração publicada pela Casa Civil no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 19.
De acordo com a Previdência, a saída dele estava prevista para março, mas foi antecipada por causa da substituição do secretário-executivo. Procurado, Chalegre não retornou as tentativas de contato.
Em dezembro, o então número dois do ministério, Adroaldo Portal, foi preso na Operação Sem Desconto e desligado da função. No lugar dele entrou Felipe Cavalcante, que era consultor jurídico da pasta.
Chalegre é pessoa da estrita confiança de Wolney Queiroz e atuava na pasta desde antes de ser oficialmente nomeado.
Osório Chalegre participou da reunião de Wolney com o empresário dono da empresa de telemarketing que ganhou contrato milionário com o INSS, ocorrida no dia licitação, em 2023.
Na época, ele era assessor jurídico do Instituto de Previdência dos Servidores de Gravatá (PE). Antes, tinha sido presidente do instituto de previdência dos servidores de Caruaru (PE) e procurador-geral do município quando o prefeito da cidade era José Queiroz, pai de Wolney.
O ministério disse que Chalegre participou da reunião na condição de “colaborador eventual do órgão — condição prevista na legislação -, considerando seus 30 anos de experiência em direito previdenciário e conhecimento técnico na área”. A nomeação como adjunto da secretaria-executiva só ocorreu em julho de 2024.
Wolney e Chalegre aparecem em uma foto feita durante reunião da qual também participou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, personagem central do escândalo dos descontos associativos.
A imagem, de 12 de janeiro de 2023, quando Wolney era deputado federal pelo PDT de Pernambuco, foi exposta pela CPI do INSS. O ministério já se manifestou sobre a foto dizendo que ela foi feita em uma das várias reuniões de transição de governos para levantamentos sobre estrutura e ações do ministério.
Em uma publicação nas redes sociais, Wolney Queiroz afirmou que o adjunto saiu por motivos pessoais e classificou o aliado como “amigo”, “intelectual” e pessoa com o “maior conhecimento” da área previdenciária que dispunha.
Fonte: Estadão





