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Presidente do CEDEDIPI-MT participa de debate nacional sobre envelhecimento e proteção jurídica

Live reuniu especialistas para discutir envelhecimento, direitos e proteção jurídica sob a ótica do Direito de Família

Um debate nacional sobre envelhecimento, direitos e proteção jurídica reuniu especialistas nesta segunda-feira (23), em uma live que colocou o Direito de Família no centro das reflexões sobre a realidade das pessoas idosas no Brasil. Mediado pela advogada Andreia Targa, presidente da Comissão Estadual de Família e Sucessões da ABA Rio de Janeiro, o encontro contou com a participação do advogado Isandir Rezende, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa de Mato Grosso (CEDEDIPI-MT), que trouxe exemplos concretos para ilustrar os desafios enfrentados no processo de envelhecer.

Isandir Rezende chamou a atenção para a distância entre o planejamento feito ao longo da vida e as necessidades que surgem com o avançar da idade. Para isso, compartilhou um caso recente atendido por ele. “Semana passada estive com um idoso de 87 anos que mora há mais de 40 anos no mesmo prédio. Ele precisou levar uma queda e, ao perguntar se imaginava, quando construiu aquele imóvel, que um dia precisaria de uma rampa, a resposta foi não. Naquela época, todos eram jovens e não pensavam nisso”, relatou.

Segundo Isandir, o exemplo evidencia um “mundo real, de pessoas reais”, que envelhecem em espaços e estruturas pensados para outra fase da vida. “Muitas vezes, a própria pessoa construiu aquele ambiente sem qualquer preparação para o envelhecimento. É nesse momento que a família se torna fundamental”, destacou.

O advogado reforçou que o papel da família ganha ainda mais relevância quando associado à legislação de proteção à pessoa idosa, lembrando que o Direito de Família deve ser compreendido como instrumento de cuidado, autonomia e garantia de direitos — e não apenas como resposta a conflitos. Para ele, a informação é uma ferramenta essencial nesse processo, permitindo que famílias e a própria sociedade se antecipem aos desafios do envelhecimento.

Para Andreia Targa, especialista em Direito de Família, Sucessões, Financeiro e Tributário, espaços como a live cumprem um papel essencial na democratização do conhecimento jurídico. “Há algumas décadas, disseminar esse tipo de informação era muito mais difícil. Hoje, o ambiente digital permite essa conexão e amplia significativamente o alcance do debate”, pontuou durante a mediação.

O encontro contou ainda com a participação da vice-presidente da Comissão Estadual de Família e Sucessões da ABA-RJ, Luciana Montagna, e da professora Denise Nunes. O debate reforçou a importância do diálogo permanente entre Direito, família e políticas públicas, evidenciando que envelhecer com dignidade exige planejamento, informação qualificada e uma rede de proteção capaz de acompanhar as transformações naturais da vida.