
Você já ouviu dizer que o que é bom para o intestino também pode ser bom para a cabeça? Pois é exatamente isso que uma pesquisa realizada recentemente confirmou. Um grupo de cientistas decidiu investigar os efeitos de fibras naturais, chamadas de prebióticas, no funcionamento do cérebro de pessoas idosas — e os resultados surpreenderam.
O estudo acompanhou idosos que passaram a consumir diariamente fibras alimentares específicas, como inulina e FOS (frutooligossacarídeo), substâncias encontradas facilmente em farmácias ou lojas de produtos naturais. Elas são conhecidas por ajudarem a alimentar as bactérias boas do intestino, melhorando a digestão e o equilíbrio da flora intestinal.
Mas o que ninguém esperava era que, após apenas três meses de consumo, os participantes que tomaram essas fibras apresentaram melhor desempenho em testes de memória. Mesmo sem mudanças aparentes na força física, os resultados mostraram melhoria real na cognição — algo muito importante para quem deseja manter a mente ativa com o passar dos anos.
Para ter certeza dos resultados, os pesquisadores fizeram algo curioso: usaram pares de gêmeos idosos no experimento. Um tomava o suplemento com as fibras e o outro tomava uma substância sem efeito (o chamado “placebo”). Isso permitiu aos cientistas separar o que era efeito do ambiente ou da genética do que era realmente causado pelas fibras. Em quase todos os casos, o gêmeo que tomou o suplemento teve melhor desempenho cognitivo.
Mas por que isso acontece? A explicação está no que os médicos chamam de “eixo intestino-cérebro”. É como se o intestino e o cérebro conversassem entre si. Quando o intestino está saudável, com bactérias boas trabalhando direitinho, o cérebro também tende a funcionar melhor. E é aí que as fibras prebióticas entram: elas alimentam essas bactérias boas, melhorando não só a digestão, mas também a saúde mental.
Além de naturais e seguras, essas fibras são baratas e de fácil uso. Geralmente vêm em pó e podem ser misturadas a sucos, iogurtes ou até na água. Inclusive, já são usadas como adoçantes de baixa caloria. Ou seja, é possível incorporá-las à rotina sem esforço e sem gastar muito.
Outro ponto importante é que nenhum dos participantes apresentou efeitos colaterais. E embora o objetivo inicial não fosse fortalecer os músculos, os ganhos para o cérebro foram claros — o que já é um excelente sinal para quem busca prevenção do esquecimento, do Alzheimer ou de outras demências.
Claro, ainda é cedo para dizer que apenas tomar essas fibras resolverá todos os problemas de memória. Os cientistas agora querem acompanhar os participantes por mais tempo e testar com mais pessoas. Mas os primeiros sinais são muito positivos e mostram um caminho simples e acessível para ajudar na saúde do cérebro na terceira idade.
E você, já pensou que um intestino saudável pode fazer bem também para a mente? Falar com seu médico sobre a inclusão de fibras na alimentação pode ser um ótimo começo para cuidar do seu corpo e da sua memória — com leveza, segurança e bem-estar.
Fonte: Portal de Prefeitura