
O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a ofertar a partir desta semana nove fármacos considerados de alta tecnologia para tratar câncer de mama, próstata, pulmão, linfomas e outras doenças. De acordo com o Ministério da Saúde, em anúncio feito nesta terça-feira (20), a medida beneficiará mais de 116 mil pessoas.
A lista inclui medicamentos de alto custo, como o abemaciclibe, fármaco indicado para alguns tipos de câncer de mama, que pode custar R$ 366 mil na rede privada.
Os medicamentos estão disponíveis em 20 centros de tratamento, localizados em 17 estados distribuídos por todas as regiões do país. Veja a lista:
- São Paulo
- Paraná
- Bahia
- Ceará
- Pernambuco
- Piauí
- Pará
- Amazonas
- Rio de Janeiro
- Paraíba
- Distrito Federal
- Minas Gerais
- Goiás
- Rondônia
- Rio Grande do Sul
- Tocantins
- Sergipe
A pasta também anuncia que existe a expectativa de incorporar ao todo 23 medicamentos para tratamento do câncer no SUS até o fim ano. O impacto será de R$ 4 bilhões anuais.
“Estamos ampliando e qualificando a rede de câncer em todo o país com o que tem de mais moderno e avançado. É uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo. Também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Quais são os novos medicamentos para câncer?
- trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
- abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +) ou avançado/metastático;
- acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos;
- pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático;
- rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
- abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático
- gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha
- TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo
- sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe
Fonte: O Globo





