Nos anos 1960, em protestos estudantis, os jovens defendiam não acreditar em ninguém com mais de 30 anos, no confronto com pais, professores e autoridades políticas responsáveis por barbaridades como a Guerra do Vietnã. Atualmente, muitos acreditam em tudo, inclusive em postagens de anônimos e em vídeos falsos gerados por inteligência artificial (IA) em assuntos tão sérios quanto saúde e escolhas políticas.
Como o nosso foco são os direitos do consumidor, não vamos pisar na lama que permeia algumas das postagens de ignóbeis terraplanistas. Acreditar, por exemplo, que poções mágicas curem hiperplasia prostática, ou seja, o crescimento da próstata que faz homens maduros e idosos acordarem à noite várias vezes para urinar, é muito perigoso.
Também é um absurdo imaginar que um profissional sério como o Dr. Drauzio Varella chancelasse falsos medicamentos. Na verdade, são deepfakes, vídeos e áudios que falsificam rostos e vozes com realismo. Em comum, além disso, eles têm o fato de propagandearam produtos que curariam doenças incuráveis.
É o caso do Alzheimer, que, segundo o site do Ministério da Saúde, “é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais”.
Pense bem, se houvesse algum tratamento que “os médicos escondem de você” – argumento comum entre golpistas -, seria notícia de primeira página de todos os jornais brasileiros, e chamada principal de todos os telejornais.
Mais viável do que conferir cada oferta de medicamento, suplemento, vitamina ou solução caseira contra doenças ou para emagrecer sem esforço, é consultar médico (a) de confiança. E, para entrar em forma, entender que não há mágica que combine dieta pouco saudável e treinar somente de vez em quando.
Além do nutricionista, profissional especializado em avaliação nutricional, planos de alimentação e educação alimentar, é fundamental recorrer a um profissional de educação física para definir os exercícios que você deve (e pode) fazer, sua frequência e intensidade.
Sinto muito estragar a fantasia de que haja soluções fáceis, baratas e milagrosas que nos são escondidas para que continuemos pagando consultas, fazendo exames, passando por procedimentos cirúrgicos e consumindo medicamentos prescritos pelo médico.Saúde é coisa muito séria para que você se automedique, ainda mais para seguir as sugestões de falsos vídeos e postagens.






