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Solidão afeta cérebro e já atinge 40% dos brasileiros

Atividades em grupo e estímulos cognitivos ajudam a combater a solidão e preservar a saúde mental | Foto: divulgação

A solidão tem se consolidado como um dos principais desafios silenciosos da sociedade contemporânea. Dados recentes apontam que quatro em cada 10 brasileiros se sentem sozinhos, uma condição que vai além da ausência física de companhia e pode trazer impactos diretos à saúde mental e ao funcionamento do cérebro.

O fenômeno, já classificado por especialistas como uma “epidemia silenciosa”, afeta especialmente mulheres, pessoas de baixa renda e até jovens, em um cenário que acompanha o aumento da longevidade no país.

Solidão vai além de estar sozinho

Segundo a psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros, especialista em desenvolvimento cognitivo, o sentimento de solidão pode surgir mesmo em meio a rotinas sociais aparentemente ativas.

“A sociabilidade que atinge a vida adulta, indo de compromissos de trabalho, com amigos e festas, por exemplo, tende a mudar na medida que a idade avança. E nesse momento, marcado por perdas e isolamento social, o uso de celular acaba se tornando um gatilho perigoso quando não há uma orientação pedagógica ou acompanhamento de um ente querido”, alerta.

O uso excessivo de dispositivos eletrônicos, sem estímulo social real, pode intensificar o isolamento, principalmente entre idosos.

Impactos na saúde mental e no cérebro

A falta de interação social pode comprometer o funcionamento cognitivo e aumentar o risco de doenças. A especialista destaca que a ausência de estímulos adequados pode acelerar processos degenerativos.

“A solidão pode ser um fator de risco para o cérebro, muito mais do que a tristeza em si”, afirma Danniela.

Estudos apontam que atividades em grupo, aprendizado contínuo e interação social são fundamentais para manter a memória ativa, o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.

Estímulos e socialização como solução

Para combater esse cenário, especialistas recomendam incentivar a convivência social, especialmente entre idosos. Retomar hobbies, participar de atividades coletivas e criar novos vínculos são estratégias eficazes.

“É gratificante os depoimentos que recebemos dos nossos alunos. Para eles, ir para o Super Cérebro é criar novos laços, ativar a memória e tornar cada minuto da vida mais leve e feliz”, destaca a psicopedagoga.

Métodos estruturados de orientação cognitiva também têm se mostrado eficientes na prevenção de doenças e na promoção do bem-estar.

Fonte: Portal Terra da Luz