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Verão, calor e idosos: os cuidados essenciais para evitar riscos à saúde

Idosos sentem menos sede e, por isso, são mais propensos à desidratação Foto: kleberpicui/Adobe Stock

Quando o assunto é verão, impossível não relacionar essa época do ano com férias escolares, viagens, dias mais longos e bonitos e atividades ao ar livre. Mas, ao mesmo tempo, excessos nesse período, marcado também por temperaturas mais elevadas, podem levar a prejuízos sociais e físicos.

No caso das pessoas idosas, é importante mencionar que elas sentem menos sede em relação a indivíduos mais jovens e, por isso, apresentam maior propensão à desidratação. Essa diferença reforça a orientação de beber mais líquidos nos dias quentes e úmidos, além de priorizar o uso de roupas claras e leves. Também é essencial evitar ficar ao ar livre nos momentos mais extremos do dia, ou seja, entre 10h e 16h. Outro ponto fundamental é utilizar filtro solar e outros itens de proteção para a pele, como chapéus e óculos escuros.

O uso de medicações, algo comum entre os mais velhos, é mais um aspecto que merece atenção – ainda mais porque muitos tomam diuréticos, remédios que provocam maior produção e liberação de urina. Nesse momento, faz sentido recorrer a um profissional da saúde para reavaliar a utilização e a dose dos medicamentos. Assim, é possível reduzir riscos e melhorar a sensação nessa fase, já que tanto a desidratação quanto reduções extremas de pressão arterial podem causar mal-estar, tonturas e até mesmo desmaios.

Além disso, caso aconteça aquela viagem gostosa em família, é sempre interessante analisar se é preciso investir em alguma outra precaução previamente, como tomar uma vacina específica ou apostar na aplicação frequente de repelentes devido ao risco de febre amarela e dengue.

Por fim, não podemos nos esquecer de que saúde é algo que fazemos não só nos consultórios, mas em todos os lugares, como no ponto de ônibus, nos mercados, nos clubes, nas ruas de nossas cidades. E mais: a principal recomendação é viver. Por isso, precisamos pensar em ações urgentes, como a criação de espaços onde a convivência seja estimulada e a adaptação das cidades para as mudanças climáticas e eventos extremos (cuja frequência tem aumentado ano após ano).

Opções para isso não faltam, como a preservação e criação de áreas verdes, calçadas caminháveis e transportes mais agradáveis e adequados, aliando as potencialidades de todas as idades com lazer, segurança, atratividade e proximidade de serviços. Em outras palavras, uma cidade que promova todas nossas capacidades é feita reforçando oportunidades em saúde, bem-estar, cidadania, segurança e participação social.

Respeitar nossos limites não significa viver pela metade. Ao contrário, viver plenamente exige escuta e presença para dar voz aos desejos. O presente merece tudo — menos moderação.

Fonte: Estadão