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Médico faz alerta para idosos após diagnóstico de Galvão Bueno

Galvão Bueno – Foto: Divulgação/Mauricio Fidalgo/TV Globo

Galvão Bueno, de 75 anos, está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ser diagnosticado com pneumonia viral. A família confirmou que ele passa bem, está respondendo ao tratamento e já realiza sessões de fisioterapia respiratória.

Para entender melhor o quadro e a importância da atenção redobrada nessa faixa etária, a CARAS Brasil conversou com o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães, que explicou por que a situação exige cuidado.

Risco de complicações

Segundo o especialista, quadros de pneumonia em idosos sempre acendem um alerta: “Pacientes acima dos 60 anos têm um risco aumentado de complicações, porque o sistema imunológico já não responde da mesma forma e o pulmão perde capacidade com a idade. Mesmo quando a infecção é viral, como no caso do Galvão, é fundamental acompanhar de perto e tratar rapidamente para evitar agravamentos”.

Ele afirma que o histórico de outras condições cardíacas ou respiratórias também pode influenciar na evolução do quadro. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo pneumologia, cardiologia e fisioterapia, costuma fazer parte da rotina de internação.

Como evitar?

O cardiologista destaca que existem formas eficazes de reduzir o risco de episódios como esse.

“Vacinas como a da influenza e a pneumocócica são essenciais para pessoas mais velhas. Elas diminuem muito a chance de infecções graves e hospitalizações por pneumonia. Muita gente não sabe, mas pacientes com problemas cardíacos também têm indicação especial para essas vacinas”.

A prevenção, segundo o médico, é uma das principais estratégias para manter a saúde estável após os 60 anos. O tratamento não acaba com a melhora inicial. A reabilitação, segundo Dr. Boesche, faz parte do processo para que o paciente volte ao ritmo normal.

“Após a fase aguda, a fisioterapia respiratória ajuda a recuperar a força dos pulmões e evitar sequelas, principalmente em idosos. Exercícios leves, orientação médica contínua e acompanhamento regular fazem toda a diferença na recuperação”.

A família de Galvão mantém uma perspectiva otimista e afirma que o narrador vem respondendo muito bem ao tratamento. Caso continue evoluindo como esperado, ele deve receber alta nos próximos dias.

Por Dr. Raphael Boesche Guimarães – via Caras

Dr. Raphael Boesche Guimarães (CRM: 33565) é médico cardiologista, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.